História de exemplo
Amara e o sino que fez tunc
Áudio5 capítulos

Sinopse
Todo fim de tarde, quando o sol encostava no mar, o sino velho do farol tocava sete vezes. Blém, blém, blém, blém, blém, blém, blém. O faroleiro Teo puxava...
Capítulos
- Capítulo 1: Seis badaladas e um tunc
- Capítulo 2: Três suspeitos
- Capítulo 3: Escada de ferro acima
- Capítulo 4: Tem alguém no sino
- Capítulo 5: A largada mais silenciosa
Capítulo 1: Seis badaladas e um tunc
Todo fim de tarde, quando o sol encostava no mar, o sino velho do farol tocava sete vezes. Blém, blém, blém, blém, blém, blém, blém. O faroleiro Teo puxava a corda. Amara contava em voz alta. Esse era o combinado dos dois.
Hoje ela contou: um, dois, três, quatro, cinco, seis. Aí a sétima badalada fez TUNC. Parecia alguém batendo num casaco grosso de inverno. Lá embaixo, no porto, os pescadores olharam para cima. Até as ondas pareciam prender a respiração: xiii... xiii...
Teo puxou a corda outra vez. Tunc. E mais uma. Tunc. “Noventa anos”, resmungou ele, coçando a barba branca. “Faz noventa anos que esse sino canta. E amanhã, ao nascer do sol, é ele que dá a largada na corrida de barcos do Dia do Porto. Se não tocar, os barcos não saem.”
Amara tinha um jogo secreto. Fechava os olhos, abria os ouvidos e contava todos os sons que conseguia achar. As ondas. O vento. A corda rangendo. Uma gaivota, bem longe. Então ela achou um quinto som, lá no alto, tão pequeno que ninguém mais ouvia. Ris, ris, ris. “Teo”, sussurrou ela, “tem alguma coisa lá em cima que não é sino.”
Conteúdo gerado por IA
Revise as histórias antes de compartilhar e supervisione as crianças durante a leitura.
